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Análise da NME sobre o ‘공감 (Empathy)’ do D.O.: Excelente pop acústico confessional com uma voz de ouro 

O primeiro mini-álbum solo de D.O. do EXO, ‘Empathy’, levou um longo tempo para chegar – e certamente valeu a espera.

★★★★☆

Após quase uma década fazendo sua parte na boyband de K-Pop, EXO, o cantor Doh Kyungsoo finalmente reivindica seu muito merecido holofote com seu primeiro projeto solo. 

Não é segredo que D.O. – nome real: Doh Kyungsoo – é um extraordinário cantor com uma voz estelar. Desde que fez seu debut como vocalista principal na boyband de K-Pop, EXO, em 2012, uma carreira musical solo sem dúvidas tem estado em seu destino. Mas ao invés de seguir precipitadamente seu caminho predestinado, D.O. virou sua atenção primeiro para atuação, onde seu papel de estreia no popular K-drama, ‘It’s Okay, That’s Love’, o levou a inúmeras ofertas em filmes e produções televisivas. Nove anos depois, e após ter completado seus dois anos de serviço militar obrigatório neste ano, D.O. está finalmente começando esta tão esperada jornada musical. 

Enquanto seus companheiros de grupo, Baekhyun e Kai, optaram por experimentar com trap e R&B, estilos típicos de solistas de K-pop masculinos, a arma de escolha de D.O., entretanto, é um violão acústico. É o som com o qual ele se sentiu mais “confortável”, como revelado por ele anteriormente. “Como é meu primeiro álbum solo, eu creio que foquei em fazer a música que queria fazer”, o cantor disse em uma entrevista, via Soompi. Porém as produções quase mínimas em “공감 (Empathy)” também parecem deliberadas e propositais. Diferente dos sucessos pop padrões e maximalistas do EXO, os esforços do solo de D.O. – mesmo que sejam suas contribuições na trilha sonora ou colaborações com outros – têm sempre oferecido uma configuração muito mais despojada para focar nos vocais aveludados do cantor e nos momentos líricos. 

Toda música no “Empathy” é construída em volta de uma melodia com violão acústico e isto faz o ouvinte ter uma experiência completa do início ao fim. É também uma continuação sônica de seu último single, “That’s Okay”, o qual ele lançou como um presente de despedida aos fãs em 2019, no dia de seu alistamento militar. Se ninguém soubesse melhor, a música quase se parece como um prólogo essencial para a história sincera que ele conta aqui. 

Como o título sugere, “Empathy” está repleto de músicas íntimas centradas no amor, cada uma com o objetivo de descascar as camadas do misterioso físico de D.O.. Ele começa com “Rose”, uma canção autoral romântica e alegre que é igualmente caprichosa e nostálgica.  “Não vá muito longe”, ele canta. “Apenas fique onde está / Meu bebê todos os dias em meu coração.”  É uma melodia surpreendentemente melosa, especialmente de um homem que na maior parte de sua carreira utilizou sua  voz grossa em grandes baladas. 

Há também uma versão da música em inglês, que ficou muito melhor do que o esperado. Quando se trata de uma versão traduzida de uma música coreana, o resultado pode acabar de duas maneiras: ou é um desastre completamente estranho ou uma contraparte satisfatória (“Broken Me” do BM é um bom exemplo do último).  Felizmente, “Rose” está a salvo da vergonha, principalmente devido aos compositores suecos Benjamin Ingrosso e Emanuel Abrahamsson, cujos créditos incluem “Lush Life” de Zara Larsson. 

Mas a entrada mais inesperada das oito faixas do mini-álbum não é D.O. cantando em inglês, mas em espanhol. Embora esta não seja a primeira vez que o cantor flexiona casualmente sua língua multilíngue – ele já havia tocado o clássico espanhol “Sabor a Mí”, escrito por Álvaro Carrillo e popularizado por Los Panchos, durante um show no México com alguns dos membros do EXO há alguns anos. A música final do EP, “Si Fueras Mía”, vem como uma faixa bônus e uma versão alternativa da música exclusiva “It’s Love”.

Se a versão original coreana é um retrato tímido de um homem silenciosamente desejando amor e ser amado, sua transformação em espanhol é uma declaração apaixonada de se apaixonar perdidamente por alguém que você não pode ter, mas você não se importa com isso.  Ao invés de roubar olhares emocionantes e trocar sorrisos tímidos, em “Si Fueras Mía”, D.O. mergulha em devaneios românticos sobre compartilhar “beijinhos cheios de amor”. “Oh, se somente você fosse minha / Os lugares para onde eu lhe levaria / Para ver você feliz e ver você sorrir / Não há nada que eu não faria”, ele professa sobre quentes cordas dedilhadas. 

Quando ele flerta com outros gêneros, no entanto, como a música com influência R&B, “I’m Gonna Love You”, com o rapper Wonstein de MSG Wannabe, tudo é feito com bom gosto. Faixas lentas como “My Love” (que apresenta a coautoria de Jae do DAY6) e a enfumaçada “I’m Fine” também são jóias por si mesmas. Mas junto vem “Dad”, uma ode dilacerante às figuras paternas em nossas vidas. Pegando uma página do livro de sucessos de piano de Ed Sheeran para reproduzir sua própria balada confessional, D.O. reflete sobre seu próprio relacionamento com seu pai ao expressar sua gratidão a quem o criou antes que seu tempo acabe. Em uma linha de apertar o coração, D.O. canta: “Estamos sempre olhando um para o outro e tentando ficar juntos, pai.”  É tocante, mas ao mesmo tempo melancólico, uma música que sem dúvida tocará qualquer pessoa que luta para mostrar seu afeto por seus pais. 

Talvez tenha levado quase uma década para D.O. lançar seu álbum solo, mas “Empathy” certamente valeu a espera. É um trabalho excelente e imaculado, cheio de emoções de um dos vocalistas de K-Pop mais subestimados desta geração, e espero que seja um sinal de que a jornada musical de D.O. está apenas começando. 


Fonte: NME | Sofiana Ramli (29.07.21)

Tradução e Adaptação em Português: Kyungsoo Brasil

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